Filmes Utópicos: Uma Utopia

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu adoro o canal TCM, só passa filmes antigos, daquela época dourada de Hollywood, onde só os filmes importavam, a vida pessoal dos atores/atrizes não importava (afinal, só descobriram que o Rock Hudson era homossexual quando ele morreu de AIDS).

Enquanto eu assistia Agora Seremos Felizes (1944) com a Judy Garland, notei duas coisas:
1- Vicent Minelli era O diretor de musicais da época. A maioria dos filmes cantantes são dele.
2- Filmes feitos em épocas de guerra são tão surreais, que levam você a um êxtase de achar que o mundo pode ser sim, cor-de-rosa.

Esse filme com a Judy Garland, originalmente se chama Meet Me In St. Louis. O filme narra à estória de uma familia típica norte-americana, que mora na pacata, porém crescente St. Louis, que mais tarde viria a ser a Louisiana (se eu não me engano, pelo menos foi o que a personagem de Jenifer Hudson disse no filme Sex and The City). É um filme de época (deve se passar no século 18/19) que mostra como seria viver na utopia. Todos na familia se dão bem, todas as filhas possuem pretendentes, eles são ricos, e o único problema que eles possuem é “que roupa ir ao baile?”. Esse e mais tantos outros filmes feitos durante momentos tão tristes, tinham apenas um objetivo, literalmente tirar as pessoas da realidade. O cinema deveria servir como um refúgio das noticias ruins e da falta de esperança, os filmes deveriam mostrar que seria possível superar um momento dificil e que as pessoas poderiam viver o tal american dream. Foi durante o período das Guerras Mundiais, que surgiram os musicais e os filmes cor-de-rosa. E se alguns desses filmes tinham como personagem um marinheiro (dificialmente era um aviador ou soldado), ele estava sempre feliz, atras de um amor, gostando de trabalhar no mar. Ou seja, ou eles tiravam as pessoas de uma realidade cruel para levá-las a um mundo cheio de amor e felicidade ou mostravam que participar da história do país não prejudicaria suas vidas.

Com o fim das guerras e de tempos absurdamentes dificeis para todos, os filmes agora não estão mais cor-de-rosa ou utópicos. Pelo contrário, agora eles nos levam a uma fantasia de guerras, lutas, violência e ilegacidade (não todos, mas a maioria). Na época dourada do cinema, dificilmente você acha um filme que tenha uma cena de violência. Hoje é mais comum você ir ao cinema e ver uma cena de violência. Os filmes mudam de acordo com a época em que são feitos. Vieram os documentários, gêneros de guerra, ação, aventura, ficção. A maioria para nos levar a um tipo diferente de utopia, na qual nem tudo é felicidade, mas onde tudo é superável. Mas os filmes começam a se aproximar da nossa realidade, a fugir da utopia (seja ela qual for), cada vez mais assistimos filmes realistas que nos transportam para dentro da tela, um exemplo disso são os 10 minutos iniciais do filme O Resgate do Soldado Ryan, é tão real, que você tem a sensação de estar naquela invasão.

A maior mudança nos filmes, que se percebe, é o quanto eles ficaram cada vez mais violentos e menos cor-de-rosa. Qualquer filme hoje tem uma cena de briga ou luta, palavrão nas falas, pessoas descontroladas. Caramba! Onde foram parar os filmes utópicos? Aqueles filmes tolos que quando você assiste fica com uma sensação de leveza, e acredita que a vida ainda pode ser fácil?
A verdade, é que esses filmes ainda existem, mas seu público diminui. As pessoas não querem fugir da realidade como antes. Elas tem a noção de que ficção e realidade não andam juntas. E quando assistem a um filme inocente, bobo, acham patético, falta de tempo e vão procurar outros filmes, com mais ação, pancadaria, sangue.

O público mudou. Antes não queriam viver na realidade, hoje continuam não querendo viver na realidade, mas tambem não se importam em fugir dela. Somos menos sonhadores. Mais realistas. E a industria do cinema vai atrás do que o público é. Não adiata reclamar que os filmes de hoje são violentos ou sei-la-o-que, enquanto as pessoas preferirem ver o Jason voltar para matar e o Bruce Willis voltar para derrotar os terroristas-que-querem-destruir-os-EUA, os filmes utópicos vão continuar sem chance.

Só fico imaginando o que irá fazer com que as pessoas voltem a assistir os filmes cor-de-rosa.

Tapa-Buraco Duplo

sábado, 5 de setembro de 2009

Mais uma operação tapa-buraco em ação! Dessa vez, vai ser o trecho de dois filmes. Primeir, seguindo o último post do tapa-buraco, vai ser um diálogo do filme Orgulho e Preconceito (sim, eu sou viciada nessa estória, mas não chega a ser algo doentio).



1- Orgulho e Preconceito
O diálogo segue com Mr. Bennet (Donald Sutherland) falando a Lizzie (Keira Knightley), após a filha mais velha dos Bennet levar um pé-na-bunda:


Mr. Bennet: "É bom uma garota sofrer uma desilusão amorosa de vez em quando. Dá a ela o que pensar e uma certa distinção entre as amigas."

2- Kill Bill II

Nesse diálogo, Bill (David Carradine) fala à Noiva (Uma Thruman), sobre heroísmo/heróis:




Bill: "Todos os acham que Superman é o alter-ego de Clark Kent. Mas, ele nasceu Superman, então Clark Kent é o alter-ego. Clark é o modo como o Superman vê os humanos."


Eu sei que ele não fala exatamente isso, por isso separei o link da cena para vocês conferirem o diálogo ou seria monólogo, sobre heróis:


Bjinhos


007 - Parte II

sexta-feira, 14 de agosto de 2009


Trilha Sonora:

Para quem já assistiu alguns filmes do James Bond, já percebeu que o filme começa com alguma cena de ação, onde no final desta cena o ator fala “meu nome é Bond, James Bond” e aí corta para o ator vindo num fundo branco, dando um tiro, escorre sangue na tela, fica tudo vermelho e logo em seguida começa a apresentação de créditos do filme cheio de silhuetas de mulheres, ao som de uma música-tema escolhida a dedo pela produção com alguém muito famoso cantando. A trilha sonora é um dos requisistos mais conhecidos da série e já teve como intérpretes: Madonna, Tina Turner, Garbage, Guns n’ Roses, Alicia Keys, Duran Duran,..., foram 22 cantores, com 22 músicas diferentes, em 22 filmes com 6 atores diferentes, em 4 décadas!

Atores:

Os atores que passaram por 007, tiveram suas carreiras marcadas pela personagem, alguns conseguiram fazer outros filmes e usaram a série Bond apenas como alavanca, já outros não tiveram a mesma sorte (ou talento) para seguir carreira longe do espião britânico. Foi o caso de Roger Moore, Timothy Dalton, George Lazemby (o primeiro 007). Já o (ex-caminhoneiro) Sean Connery mostrou que além de eternizar o espião, era um ótimo ator, fazendo vários filmes de sucesso e concorrendo a prêmios ao longo da carreira. Pierce Brosnam se mostrou um ótimo ator de ação, e o Daniel Craig....ah deixa ele prá lá, ele ainda não entendeu o que é ser o James Bond.


Mas não é fácil escolher quem seria o intéprete do 007. Ian Fleming (criador da série), escreveu o espião, pensando inicialmente no ator Cary Grant (foto acima). Mas quando Hollywood decidiu adaptar o livro de Fleming, Cary Grant (com 58 anos) recusou o papel alegando estar muito velho para interpretar Bond (que pena, ele seria ideal). Para ser o James Bond, o ator precisa ser, acima de tudo charmoso. Sim, por isso quando Sean Connery fez 007, ele imortalizou-se como o verdadeiro James Bond. Seu Bond tinha charme, elegância, sarcasmo, ironia e (óbvio) “jeito com as mulheres” (afinal, Bond é um canalha, quer dizer, conquistador). As características “bondianas” (trocadilho com a palavra Bond, foi idiota, eu sei) que Sean Connery e Pierce Brosnam tinham de sobra, é o que falta para Daniel Craig (não, eu não gostei dele como 007) conseguir fazer um 007 decente.



Coadjuvantes:

Uma coisa é totalmente certa quanto aos coadjuvantes do 007, nenhum deles é normal.
A começar pelos vilões, que todos querem a mesma coisa: Poder e Dinheiro. E todos querem conquistar isso de uma maneira: Destruindo ou mandando na humanidade (sim, porque eles não querem só mandar em um país, tem que ser em TODOS).


"Quando dominarmos o mundo, nem James Bond poderá nos deter."

Já as bondgirls têm o pré-requisisto de serem gostosas e só. Vez ou outra elas são inteligentes, mas claro, sendo russas, alemãs, norte-americanas, chinesas ou que são física-nucleares, programadoras de computador, espiãs de outro país, não importa, todas têm que ser jovens e gostosas! E ai daquele roteirista que mudar isso... (porque afinal, a Denise Richards (foto abaixo) como intelectual, trabalhando só com homens, numa base na puta-que-pariu, usando shorts e regata faz muito sentido).



Mas os personagens que todo fã ou quase-fã de 007 gosta, é o Q e a Moneypenny. O Q é o simpático-velhinho-inventor, ele que inventa as coisas mais absurdas e legais que ajudam o 007 nas missões (caneta explosiva, relógio Omega com laser e detonador, carros com foguetes). Já a Moneypenny serve mais para o James Bond exercer seu charme e sedução. Porque, sem isso, não existiria o "Bond, James Bond".




E não esqueçam a Vodca Martini é batida, e não mexida. :)